Há aproximadamente 10 anos, o periódico A Hora de Araucária e Região circulava em sua edição número 01, proclamando independência em seu editorial.

Fica aqui o registro de uma das chamadas internas do veículo, relatando um suposto atentado terrorista à Prefeitura Municipal de Araucária. O caso aponta pra uma genética antiga quando o assunto é sensacionalismo na imprensa araucariense.

Por Daniel Zanella.

O Jornal Cidade era um periódico curioso. Fechou as portas. Em sua antiga sede funciona o atual Correio de Araucária. Seu publisher à época, Eugenio Ohppis Jr, é o atual secretario de Comunicação de Araucária.

Os editores do Jornal Cidade tinham a proposta de cobrir profundamente o dia-a-dia da cidade e, crentes de seu sucesso, até se propunham a cobrir os eventos internacionais desse mundão globalizado. Em meados de setembro de 2005, o leitor araucariense sabia até o que se passava no vizinho Vietnã.

Não se fazem mais jornais como antigamente.

Por Daniel Zanella

Houve um tempo em que os marmanjos (apreciadores da nudez feminina estampada na capa dos jornais) eram felizes e não sabiam. A primeira edição de 2007 de terça-feira de O Popular do Paraná trazia 1/4 de capa com uma moça do portal de ensaios eróticos The Girl. A estratégia de marketing, calcada no conceito de que os leitores dos periódicos locais são da mesma laia dos leitores da Triboladas da Tribuna do Paraná, foi predominante e exaustivamente usada até a edição bissemanal pegar de vez.

Lembro de queixas do público feminino que considerava o periódico machista e discriminatório ao tratar a mulher como objeto ou por não proporcionar igual espaço às mulheres, ávidas por closes masculinos entre manchetes policiais rocambolescas. Vai entender essas mulheres…

Por Daniel Zanella