O jornalismo praticado na editoria policial de O Popular do Paraná é bem inconstante. O espírito volátil da seção vai das chamadas de capa sensacionalistas às eventuais coberturas imparciais de polêmicas, como no caso do tiro na Diesel. Também é o periódico com melhor grau de checagem de informação – vide o post O Cântaro e a Fonte, em que o próprio editor do Correio de Araucária se encarrega de se desculpar pelas gafes editoriais no manuseio das informações.
O que é o calcanhar de Aquiles do periódico é o fato de se tratar do único jornal local a ser realmente vendido em bancas, o que faz com que a linguagem de comunicação seja trabalhada a fim de melhores resultados financeiros. Não se trata necessariamente de um problema a suposta adaptação ao leitor , mas a necessidade de atrair seu público força o Popular a variar, às vezes, a linguagem dentro de uma mesma informação. O que uma capa diz de uma forma, uma página 08 usa outro caráter. Internamente não se necessita de tanto estardalhaço.
CAPA
PÁGINA 08
Por Daniel Zanella



14 Agosto, 2008 às 1:55 pm |
A linha editorial “espremeu-sai-sangue” do Popular por vezes me lembra a Tribuna do Paraná, só que em menores proporções.
A questão é que, na Tribuna, a responsabilidade por esse tipo de título é de um editor-chefe que por vezes contradiz a diretoria da rede (fonte: contato pessoal no Marketing do grupo Paulo Pimentel) e no Popular editor-chefe é também dono, diagramador, repórter e “cronista” político. Vai ver é só uma questão de confusão de papéis, afinal todo mundo pode se atrapalhar quando acumula tantas responsabilidades, pode não saber exatamente onde se coloca a própria opinião. Acontece, ué… (ancontece meio demais, mas enfim…)