O jornalismo praticado na editoria policial de O Popular do Paraná é bem inconstante. O espírito volátil da seção vai das chamadas de capa sensacionalistas às eventuais coberturas imparciais de polêmicas, como no caso do tiro na Diesel. Também é o periódico com melhor grau de checagem de informação – vide o post O Cântaro e a Fonte, em que o próprio editor do Correio de Araucária se encarrega de se desculpar pelas gafes editoriais no manuseio das informações.

O que é o calcanhar de Aquiles do periódico é o fato de se tratar do único jornal local a ser realmente vendido em bancas, o que faz com que a linguagem de comunicação seja trabalhada a fim de melhores resultados financeiros. Não se trata necessariamente de um problema a suposta adaptação ao leitor , mas a necessidade de atrair seu público força o Popular a variar, às vezes, a linguagem dentro de uma mesma informação. O que uma capa diz de uma forma, uma página 08 usa outro caráter. Internamente não se necessita de tanto estardalhaço.

CAPA

PÁGINA 08

Por Daniel Zanella