O impacto que as imagens produzem no inconsciente coletivo é assunto de constante análise na imprensa. Sabe-se que existem várias formas de manipular a informação através da utilização de fotos que configurem pouca fotogenia, relatem momentos constrangedores sem profundidade informativa ou situações retiradas de seu contexto fotográfico e inseridas em outro panorama. Diante do princípio inabalável de transparência e não-editorialização do noticiário diário, como fazer pra evitar assumir posições através do fotojornalismo? Como fazer pra não cair na esfera reducionista de utilizar o recurso pobre de retratar os contrários com fotos negativas e os positivos com fotos carnavalescas?

Ainda bem que temos O Correio de Araucária pra lançar a luz numa questão tão obscura e mostrar ao mundo como se faz jornalismo isento e digno.

Por Daniel Zanella