Os jornais Correio de Araucária e O Popular do Paraná são os dois maiores veículos de comunicação da cidade. Presume-se que a lisura no apuramento da notícia seja calcada nos mais diversos padrões de qualidade, especialmente no que tange à veracidade da informação.

É difícil imaginar que dois repórteres com cacife suficiente para trabalhar nesses jornais consigam informações tão diversas sobre o mesmo assunto. Veja:

É bem possível que o Jonatas (ou Jhonatas) tenha cometido dois crimes, um aos 20 anos e outro aos 26. Na primeira vez, ele acreditava na justiça e se entregou. Seis anos depois, já escaldado, resolveu fugir, mas não teve tanta sorte.

Além do absurdo de não conseguirem nem mesmo informar a idade correta ou a grafia do nome do suspeito, os jornais tratam de temas diferentes. O Correio limita-se a trazer as informações básicas sobre o ocorrido e nem ao menos menciona o envolvimento com o tráfico de drogas, assunto principal na reportagem de O Popular (que estampa a magnífica chamada “Feijão fora do mercado”, típica do jornalismo irresponsável de trocadilhos bobos voltados à venda – único critério na decisão da abordagem adotada ao tratar de matérias policiais.).

Triste.

Por Sandi Luiz Bartnik Godinho.