Araucária é uma cidade que emociona. Especialmente no ramo da política. É notável como as acirradíssimas disputas eleitorais mexem profundamente com os cidadãos araucarienses. Às vezes agressivas em demasia, quase pendendo para a pancadaria. E, obviamente, a imprensa mantém-se sempre isenta e incorruptível. Nós, do Circo da Imprensa, ficamos deveras impressionados com tal isenção. Enquanto lemos as notícias sobre o “Caso Zezé”, quase podemos enxergar os jornalistas responsáveis pelas matérias buscando incansavelmente a verdade sobre a questão. Afinal, Zezé é uma figura política que, ao mesmo tempo que incomoda muitas pessoas, é idolatrado por várias outras. Ele foi o (melhor? pior?) prefeito que Araucária já teve, como dizem por aí.
Independentemente do posicionamento político-pessoal, os jornalistas poderiam, ao menos uma vez, elucidar esse caso já tão envolto em disse-que-disse e fazer o papel que deveriam fazer: informar, ao invés de publicar o que querem que aconteça ou gerar mais especulação.
O papel dos jornais – lançar luz e esclarecimentos sobre acontecimentos locais – acaba sendo tão deturpado que se faz o contrário: confunde o leitor com boatos, desmentidos e meias-notícias.
Nós, leitores, devemos acreditar em quem?
Nós, eleitores, devemos acreditar em quem?
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Por Sandi Luiz Bartnik Godinho e Daniel Zanella



19 Junho, 2008 às 7:32 am |
acreditar em qualquer um, menos nos jornais!
20 Junho, 2008 às 1:11 pm |
Sendo assim, será que o jornal Diário da Justiça do Paraná entraria também para a coleção desse projeto? Caso queiram verificar, foi na edição digitalizada n° 7627, de 4 de junho de 2008, que o Juiz Dr. Marcel Guimarães Rotoli de Macedo exonerou o Zezé de qualquer responsabilidade sobre atos lesivos à comunidade ou a terceiros, como consta no jornal A Folha de Araucária. Até onde sabemos, Diários Oficiais não se vendem, pois neles a prioridade é, sim, a informação.
Eu quase consigo entender onde está a dúvida desse povo! Preferem acreditar n’O Popular do Paraná a acreditar no Diário Oficial da Justiça do Paraná. Ninguém, claro, é obrigado a ler este ou aquele jornal, muito menos o jornal cujas informações estão relacionadas a decisões judiciais. Mas a dúvida e a alienação só assolam aqueles que têm preguiça de se informar.
O Zezé não pagou a dívida pq não havia dívida a ser paga uma vez que ele foi declarado isento das responsabilidades atribuídas, ateriormente, a ele. Dessa forma, Zezé é pré-candidato à Prefeitura de Araucária. Bem como a Rosane (PV) que já gravava seus programas eleitoral dia desses na “praça da matriz” e, por enquanto, aos trancos e barrancos – enrolado com o Tribunal de Contas – o atual prefeito Olizando (que, se pôde permenecer no partido, é do PMDB).
Até onde sei é isso! A informação que pode sanar a dúvida sobre a pré-candidatura de Zezé está no site http://www.dioe.pr.gov.br.
A quem se interessar, posso enviar por e-mail o arquivo integral!
Abraço.
23 Junho, 2008 às 8:08 pm |
Primeiro, meu teclado esta desconfigurado. Bem, serei franco. Esperar que o jornalismo de Araucaria esclareca os fatos e nao apenas publiquem o que querem o que aconteca, pelo menos num futuro recente, considero certa utopia. Os jornais soh existem por interesses politicos. Nesta mesma gestao dois diretores de jornais tinham suas esposas contratadas em cargos do alto escalao do Poder Executivo. Para comprovar isso vejam os diarios oficiais anteriores. Tinhamos o Jornal Cidade, que procurava todo o tipo de fato, seja ele de grande relevancia ou nao, e o polemizava, colocando o prefeito como vilao. Depois o mesmo jornal deve ter recebido uma certa verba e comecou a mudar de linha. Sera que porque viu que estava errado? Obvio que nao, interesse politico-financeiro. Hoje o Cidade nao existe. Ai tinha o jornal de araucaria que agora se chama Correio de Araucaria. Podem ter mudado de empresa, de CNPJ, mas a linha eh a mesmissima, falar bem do alcaide. Esse Correio de Araucaria eh o mesmo que comentavam que pertencia ao entao vice prefeito do Zeze, Olizandro Ferreira, que na epoca era comandado por uma cunhada sua, formada em jornalismo. E temos o sobrevivente Popular, que tambem nao vive apenas de anuncios, venda de jornais e assinaturas. Culpa dos jornalistas? Nao, eles sao vitimas desse mercado prostituido. Ateh agora nao vi nenhum dono de jornal com diploma de jornalista. Ai o jornalista em busca de emprego pensa…“morrer de fome ou escrever materias favorecendo o prefeito?…morrer de fome ou escrever materias que critiquem sem piedade o prefeito?“…Alguns preferem morrer pobres mas limpinhos, outros precisam comer. Esperar do Popular, do Correio e do Marco Zero algum tipo de esclarecimento, isso eh pura utopia. Falar mal do Dialogando? Poderiam ateh falar se ele fosse direcionado ao publico externo, mas trata-se de um house-organ direcionado aos funcionarios atraves do endomarketing, resumindo, uma politica da comunicacao empresarial para fazer o funcionario/colaborador/empregado incentivado.
Agora os demais folhetos da cidade que tem ateh jornalista responsavel, esperar jornalismo neles, utopia!