Araucária é uma cidade que emociona. Especialmente no ramo da política. É notável como as acirradíssimas disputas eleitorais mexem profundamente com os cidadãos araucarienses. Às vezes agressivas em demasia, quase pendendo para a pancadaria. E, obviamente, a imprensa mantém-se sempre isenta e incorruptível. Nós, do Circo da Imprensa, ficamos deveras impressionados com tal isenção. Enquanto lemos as notícias sobre o “Caso Zezé”, quase podemos enxergar os jornalistas responsáveis pelas matérias buscando incansavelmente a verdade sobre a questão. Afinal, Zezé é uma figura política que, ao mesmo tempo que incomoda muitas pessoas, é idolatrado por várias outras. Ele foi o (melhor? pior?) prefeito que Araucária já teve, como dizem por aí.
Independentemente do posicionamento político-pessoal, os jornalistas poderiam, ao menos uma vez, elucidar esse caso já tão envolto em disse-que-disse e fazer o papel que deveriam fazer: informar, ao invés de publicar o que querem que aconteça ou gerar mais especulação.
O papel dos jornais – lançar luz e esclarecimentos sobre acontecimentos locais – acaba sendo tão deturpado que se faz o contrário: confunde o leitor com boatos, desmentidos e meias-notícias.
Nós, leitores, devemos acreditar em quem?
Nós, eleitores, devemos acreditar em quem?




Por Sandi Luiz Bartnik Godinho e Daniel Zanella