Todos sabem da burrice generalizada que impera nas coberturas esportivas da imprensa brasileira, principalmente no futebol. Ufanismo barato, achismos desqualificados, notícias manipuladas, complacência com a roubalheira das instituições que gerenciam a modalidade, falta de critérios informativos e, principalmente, a capacidade jornalística de dramatizar os eventos e querer transformar um simples jogo (que não muda a vida de quase ninguém) num embate épico de gladiadores.

Chegaria a beirar o cômico se, em prol de manchetes sensacionalistas ou maior ibope, não se acabasse estimulando, de certa forma, comportamentos fanáticos, agressivos e anti-sociais.

 

Por Daniel Zanella