Revisando… Quinta-feira, Mai 29 2008 

O Jornal O Marco Zero de Araucária apresenta-nos um novo revisor. Apreciemos o trabalho de Valdes de Britto Junior, na seção de Notas Políticas, assinada por ele.

Será que o Diretor estava dentro de seu automóvel quando fez tal afirmação?

 

Esse mesmo diretor causou certa amargura. Mas isso não fica assim…

 

Quem sou eu? Por que existo? Para onde vou?  É preciso ser cauteloso ao falar sobre competência.

 


Agora sim. Acabaram com o Diretor. Mas o Aurélio também pode ajudar com a palavra “embaixo”.

 

Imaginem a Tim dando os parabéns à Vivo…

 

Mais uma vez, de novo, como sempre, outra vez, novamente e por aí vai…

 

Um exemplo de polissemia. Construir uma condição de trabalho verdadeira, sem ilusão e sem mentiras, é perda de tempo?

 

 

Que jornalismo é esse? Há que compreender o que se diz; fazer críticas e sistematizar a informação, de forma coerente, sábia e inteligente para o público.

 

Por Angeline Suellen Pires

Mundo Cão Quinta-feira, Mai 29 2008 

Se fôssemos utilizar a linguagem dos clichês, tão valorizada pelo O Popular do Paraná, diríamos que os índices alarmantes de violência em Araucária são a bola da vez dos noticiários da semana.
Sem nem entrar no mérito das coberturas sensacionalistas e retrógradas que banalizam a barbárie social em que nos encontramos, mais impressionante foi observar a saída à francesa encontrada pelo periódico para abordar a crise institucional de segurança pública na cidade: a frieza dos números.
Numa matéria extremamente oficialesca e de produção jornalística duvidosa, são 22 referências numéricas, espalhadas, e com interpretações pífias. Aliás, a única interpretação fornecida na matéria é uma projeção matemática de violência crescente que até uma criança de 10 anos faria usando regra de três.
Não discutir aspectos relevantes da segurança pública, não analisar fatores correlativos, entupir o noticiário de estatísticas é descompromisso editorial, conformismo e abordagem parcial do problema da segurança pública. É um viés que vê a cobertura policial dissociada de suas causas e enxerga nos números uma confortável ilha pra não se indispor com autoridades e simular repasse de informação ao leitor.
Há quem diga que isso é jornalismo.

Por Daniel Zanella

A Tonga Da Mironga Do Kabuletê Quarta-feira, Mai 28 2008 

 

“Belo como o encontro fortuito de um guarda-chuva e uma máquina de escrever sobre uma mesa do necrotério”

Lautréamont

De tempos em tempos, os leitores do blog nos cobram maior profundidade em nossas análises da mídia araucariense. Acreditam alguns de nossos leitores que o trabalho executado por nós (leia-se escracho da produção local) é semelhante a baixaria gratuita e de resultado pouco expressivo.

Mas, leitores, dêem um desconto ao nosso projeto: diante de algumas coisas que surgem no caminho fica difícil desenvolver algum tipo de análise mais substancial (e menos surreal). Às vezes, a sensação de ler algumas produções locais é a mesma de cantarolar Vinicius de Moraes enquanto se lê o manifesto surrealista de Lautréamont.

Indescritível. 

Por Daniel Zanella

Das Semelhanças de Antônio Houaiss e O Popular do Paraná Quarta-feira, Mai 28 2008 

 

 

“Não se pode fugir à evidência de que cada usuário da língua é senhor de seu campo limitado de palavras.”

Antônio Houaiss 
 

Um dos principais elogios proferidos a Antônio Houaiss era sua hábil diplomacia, refinamento pessoal, respeito e educação com seus interlocutores. Abaixo, algumas definições do termo ‘embrulhar’, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 
 

Embrulhar: Pôr em invólucro, formando pacote ou volume; embalar, fazer dobras ou enrolar; agasalhar, envolver; provocar náusea, enjôo ou indisposição.

Por Daniel Zanella

 

What? Terça-feira, Mai 27 2008 

 

Apesar de instrumento comercial que visa o lucro e, portanto, seguidor das leis capitalistas de mercado, a imprensa é uma ferramenta social que deve se pautar pelo didatismo e pela prestação do serviço de utilidade pública de bem informar e entregar coerência e esclarecimento ao cidadão.

Ainda bem que O Popular do Paraná, sempre antenado com esses nobres conceitos, vem garantindo ao seu leitor o fácil entendimento das coisas.

 

 

 

Por Daniel Zanella.

A Linguagem do Povão e do Povinho Sexta-Feira, Mai 23 2008 

 Um dos motes de O Popular do Paraná é a “linguagem do povão” estampada nas capas jorrando sangue e baixaria e nas páginas policiais pitorescas. Sob o contexto de suposta comunicação do dia-a-dia, informal e até chula, o publisher Carlos do Valle já afirmou diversas vezes que tal estratégia interna resulta em maior penetração da marca e melhor aceitação nas bancas. Não é mentira. A estratégia social-analítica do jornal busca atingir os leitores mais “simples” e ávidos consumidores do sensacionalismo habitual dos tempos de violência. Se em aspectos jornalísticos essa linha editorial é suspeita e de credibilidade duvidosa, já que o raciocínio povão=sensacionalismo não pára em pé e é, no mínimo, preconceituoso, indo contra o objetivo social de um veículo de comunicação, que é melhor informar, ainda mais curioso é observar o trabalho de prospecção de marca executado pelo periódico, que também investe nos leitores em formação, aqueles que ainda estão aprendendo a soletrar, a falar, mas que já podem ver no periódico a sua linguagem cotidiana estampada na capa.

Isso sim é planejamento a longo prazo.

 

Por Daniel Zanella

É dia de festa… Sexta-Feira, Mai 23 2008 

Volto à questão da comemoração.

É natural que as pessoas festejem e celebrem momentos felizes de suas vidas, como um aniversário, a conquista de um novo emprego ou uma promoção, a aprovação no vestibular, um casamento ou o nascimento de um filho, entre tantos outros motivos de festa.

Política à parte, proponho algumas comemorações abnormais, como iniciei em um comentário sobre uma postagem com tema parecido (vide post Comemoração, de Daniel Zanella).

 

  1. Paguei a conta de luz nos prazos estabelecidos e não fiquei no escuro. Isso não é maravilhoso?
  2. Contratei um rapaz para cortar a grama da minha casa. Ele cortou como havíamos combinado, fiquei muito feliz. Paguei exatamente o valor combinado. Ele ficou eufórico.
  3. Assinei a Revista Época e não me mandaram a Capricho. Quanta generosidade! Chamei todos os meus amigos para uma cervejada pra comemorar.
  4. Votei no candidato Fulano porque apreciei muito suas propostas. Ele foi eleito e está cumprindo suas promessas. Isso é MA-RA-VI-LHO-SO!
  5. Não votei no candidato Ciclano. Ele foi eleito. E cumpre bem seu papel. Acho que vou agradecê-lo de joelhos.

 

Devo ressaltar que a crítica não é feita ao Prefeito, mas ao Correio de Araucária, pela forma tão arrebatada de publicar a notícia.

Por Angeline Suellen Pires

Doriana, Doriana, Doriana… Terça-feira, Mai 20 2008 

Atenção, essa receita só funciona se você utilizar DORIANA light!

 

Por Daniel Zanella

O que vale é a intenção… Sexta-Feira, Mai 16 2008 

Não seria Jardim D’Ampezzo?

Por Angeline Suellen Pires

Fábrica de Releases Sexta-Feira, Mai 16 2008 

Parece redundante. E é. Condenar a utilização, na íntegra, de Press Release (material fornecido por assessorias de comunicação para apoio jornalístico) nos impressos de Araucária é o mesmo que dar murro em ponta de faca. E parece que quanto mais se critica tal prática perniciosa – de apropriar-se de material alheio e publicar como se fosse produção da equipe do jornal – mais a prática se fortalece e se alastra.

Vamos aos números: O Marco Zero de Araucária, 14 de maio de 2008, edição número “XXV”, formato berliner (semelhante ao material de divulgação de supermercados), 12 páginas. Matérias editadas, sem contar homenagens comerciais e colunas assinadas: 08 (incluindo editorial). Releases: 06, ou seja, 75% do jornal escrito por assessores de comunicação. Ignorando os 52 anúncios comerciais do periódico, uma média de 4,3 anúncios por página e uma publicidade de página inteira da Prefeitura de Araucária, custeada, naturalmente, com o bolso do contribuinte, temos um diário oficial das atividades governamentais do município recheado de anúncios abaixo de preço de tabela, se é que são cobrados ou permutados.

Dizem que os números, quando combinados, podem dizer qualquer coisa. Aqui, nesse caso, os números dizem o quanto é complicado analisar a imprensa araucariense sob aspectos razoáveis. Uma imprensa pré-histórica e produzida por mastodontes do atraso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Daniel Zanella

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