É difícil para os meios de comunicação encontrar o perfeito equilíbrio nas coberturas sociais, culturais e políticas de uma cidade. Em Araucária é sabido que esse equilíbrio nem entra em pauta, já que todos os periódicos são atrelados à administração atual de alguma forma. Não lhes retiro a razão. Cada jornal defende a posição que bem entender, contanto que não saia alardeando independência e informação transparente, e não se julgue o supra-sumo do jornalismo.

 

O Popular do Paraná é o líder de mercado na cidade e, de certa forma, o jornal que “menos pior” lida com as pressões políticas. O periódico é o veículo que melhor entende esse jogo de poder e tensões que envolvem o acompanhamento diário da informação.

Entretanto, nessa última terça-feira, 08 de abril de 2008, o referido jornal exagerou ao publicar uma nota de agradecimento de uma cidadã emocionada com o atendimento generoso dos médicos do Posto de Saúde do Bairro Costeira. Longe de mim questionar a capacidade e a competência dos funcionários do Posto de Saúde. Isso não vem ao caso. Na verdade, devemos acreditar que é uma obrigação do funcionalismo público prestar um serviço/atendimento de qualidade. Afinal, é pra isso que pagamos nossos impostos.

 

Independente de campanhas de marketing que enaltecem que, enquanto o povo, sem ter mais o que fazer, comemora, a Prefeitura trabalha, devemos acreditar que é uma obrigação do poder público trabalhar. Temos que comemorar quando isso acontece?

 

 

Não pretendo nem aludir se a equipe editorial do veículo publicaria uma nota criticando com a mesma intensidade a parcela incompetente do funcionalismo público. Não imaginemos tanto. A questão é se a moda pega. Tudo bem ser chapa branca, mas até pra falar bem ter que ter um limite.

Por Daniel Zanella.