Os editoriais são textos de um jornal em que o conteúdo expressa a opinião da empresa, da direção ou da equipe de redação, sem a obrigação de se ater a nenhuma imparcialidade ou objetividade. Os boxes (quadros) dos editoriais são normalmente demarcados com uma borda ou tipologia diferente para marcar claramente que aquele texto é opinativo, e não informativo.
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre. www.wikipedia.org
Após essa jocosa introdução sobre o que é um editorial, podemos analisar também o conceito de “lugar comum”, que é o mesmo que chavão, clichê, segundo o dicionário Houaiss.
Na escrita, os lugares-comuns devem ser evitados, pois revelam pobreza de vocabulário. Quem os usa na escrita, está reproduzindo apenas a fala. Essa atitude é condenável porque na escrita o redator tem mais tempo de selecionar as melhores palavras e construir frases mais criativas. Esta idéia não deve ser generalizada porque, em alguns casos, os lugares-comuns são essenciais ao texto quando intencionais e a título de recurso estilístico.

Ao ler o Editorial do Jornal Correio de Araucária, na edição de 4 de abril, ocorreram-me algumas lembranças de estórias de amigos. Fazendo uso do lugar-comum: qualquer semelhança é mera coincidência.
Sabe aquele seu amigo?… (Parte II):
Então, aquele que chega indignado com alguma situação e vem te contar o que aconteceu, argumenta desesperadamente sobre os motivos de tanta cólera e na ânsia de se defender acaba não contando nada. É mais ou menos assim:
“Você não imagina o que aconteceu! (respiração ofegante). Sabe aquele cara, daquele dia? Então, eu tava lá com os caras, aí ele chegou prá mim e disse: ´É, porque não sei o que, não sei que lá`… Aí eu falei: (Apontando o dedo na sua face) ´É? E você? Que fez isso, isso e aquilo…` Nossa, aquilo foi me subindo, porque eu não fiz nada, você sabe… me conhece… Aí, beleza… saí de lá e de repente como se não bastasse ele continuou: ´Porque você é isso, é aquele outro e não sei o quê, não sei que lá…` Eu já não me agüentava mais, aí falei um monte mesmo… falei, falei, falei… Disse tudo o que tava engasgado… É o tipo de coisa que… sabe, né? Não dá…”
Por Angeline Suellen Pires.

9 Abril, 2008 às 1:32 pm |
É. Realmente. Não sei do que se trata.
Angeline, qualquer hora dessas vou enviar uma carta ao jornal dirigida a vc. Será que ‘tá’ liberado? Olha, olha, hein!
Bom, o responsável pelo Editorial desse jornal deve ter ficado ‘emputecido’ com alguma coisa. Isso está claro! E foi com a oposição! Esse negócio de falar cara a cara, olhando no olho (ou falando no olho – =D) acabou se virando contra ele, pois ele usou o veículo de comunicação (público, diga-se de passagem) para dar a resposta a não sei o quê! Será que quando ele briga com a mulher e fica igualmente ‘emputecido’, ele tbém desconta no Editorial? É melhor não dar a idéia, né?
Além de ‘falar no olho’(isso deve ser horrível!), ele tbém poderia enviar um e-mail, uma carta (opa! os carteiros estão em greve!), uma mensagem no orkut ou no celular, dar um telefonema ou, ainda, socar um travesseiro a fim de passar essa raiva toda. Quanto ódio no coração! Enfim, havia várias opções. Mas, não. Ele quis que todos os leitores compartilhassem com ele a injustiça que sofrera. E que poucos sabem qual foi.
Engraçado. Eu achava que quando um trabalho fosse bem feito, os possíveis ataques seriam, automaticamente, anulados, pois faltariam argumentos contra. Ainda não estou convencida do contrário. Vou pesquisar e observar mais.
Eeeeeeeei! Como assim “o povo não é mais burro”? Não é “mais burro”, nem “menos burro”, “burro” como sempre foi? Nem mesmo o contexto explica, porque não há contexto. Quem foi a anta que escreveu isso? Ele, por acaso, pensa em se candidatar? Quero nomes!!! Ainda bem que papagaio fala, mas não escreve, NÉ?
9 Abril, 2008 às 3:17 pm |
Nunca ninguém falou no meu olho, thanks God.
Sandi Luiz Bartnik Godinho.
9 Abril, 2008 às 1:38 pm |
Como tudo o que tinha de ser dito já o foi, só me resta um comentário esdrúxulo: Que texto medonho, vergonhoso e deprimente!
9 Abril, 2008 às 2:15 pm |
Tentei ler as entrelinhas para descobrir do que se trata essa parafernália toda (não me refiro a vc, Angeline… =D).
“Inventam, mentem, MANOBRAM, tentando travar ações que BENEFICIEM O COLETIVO”: a oposição seria a Viação Tindiquera?
“Falam que são capazes de fazer o seu trabalho, o dos outros e muito mais”: bom… o motorista dirige e faz a cobrança da passagem e às vezes tem que passar o cartão para alguém que se atrapalhou… A Empresa Araucária tem um funcionário para cada função.
“Falam pelas costas, não tem coragem de falar no olho”: deve ser complicado mesmo. Acho que nem se trata de coragem, trata-se do grau de possibilidade: se falam pelas costas, para falar no olho teria de ficar de costas, mas se ficar de costas como é que vai ver o olho. Que gente estranha! Anomalias do mundo animal? Aliás, se falam pelas costas, onde é que fica o olho? E o nariz? Não quero pensar nisso.
“O que mais impressiona é que eles trabalham pelas costas”: é impressionante! Já não se encontra mais servidores que trabalhem pelo povo.
“Não adianta mais falar, ninguém os escuta”: justamente porque falam pelas costas. Isso não é normal, gente. Assusta!
Inicialmente, pensei que a resposta podia ser para a Viação Tindiquera. Mas agora não sei mais. Os funcionários dessa empresa não falam pelas costas. E nem no olho. Alguns nem falam.
11 Abril, 2008 às 3:57 pm |
é, acho que o slogan do Correio de Araucária deveria passar de “É bom É grátis” para “É grátis, você queria o quê!”
É mais ou menos como a comida do restaurante universitário da UFPR: Não é boa, não é ruim, É um e trinta ($).
Quer dizer, é muito pior do que a comida do R.U.
11 Abril, 2008 às 5:59 pm |
Mas o que é mesmo esse jornal do prefeito, pago como o dinheiro público como se fosse “propaganda legal”?
Nada mais do que uma mistura de nada com coisa nenhuma!
http://www.evandroharenza.wordpress.com
11 Abril, 2008 às 9:52 pm |
Acho interessante toda forma de expressão – vendida ou comprada, gratuita ou pretenciosa.
Apenas fico me indagando se este blog é apenas mais um “Michael Moore” da vida que critica lá em cima, mas não discute a relação do poder com todos os “ignorantes” (vide dicionário sua real tradução) que compram ou lêem tais publicações.
Criticar é fácil, tirar sarro, mais gostoso ainda, mas qual é o real papel desse blog? Há algo mais interessante para se ler além das trapalhadas dos diários de Araucária? Vocês tem alguma proposta melhor ou vão continuar no mesmo nível dessas publicações?
12 Abril, 2008 às 1:44 pm |
óió! Eu avisei! (rs)
12 Abril, 2008 às 4:42 pm |
Haaaa. Eu também já sabia!
13 Abril, 2008 às 10:06 pm |
Daniele:
Agradecemos a sua visita e a atenção dispensada ao comentar nossa página.
Discutir a relação do poder exercido de cima para baixo – dos jornais para o público – é, de certa forma, o que fazemos. Afinal, não somos apenas críticos, mas clientes, leitores dessas tais publicações. Michael Moore é um cidadão americano antes de ser um crítico do sistema de governo dos E.U.A.
Criticar não é tão fácil quanto parece, especificamente se temos que embasar nossa crítica seriamente. Defendemos uma imprensa mais honesta e isenta de pressões políticas. As postagens que fazemos com relação aos deslizes gramaticais são, na verdade, o segundo plano, e isso é facilmente verificado com o acompanhamento das nossas postagens. A maioria se refere ao conteúdo e não à forma. Mesmo quando o mote é a forma, é em algum caso mais dramático, como a piada do “anaozinho” publicada no Jornal O Marco Zero de Araucária.
Se for preciso ironizar para que o público e os próprios jornais entendam a gravidade do desrespeito cometido tão freqüentemente, ironizaremos.
Essa foi a forma que encontramos de cobrar mais respeito nessa “relação do poder com todos os `ignorantes´”.
Uma forma mais concisa de explicar isso é o nosso próprio editorial.
Ficamos muito honrados com sua participação e esperamos ter sido claros nessa espécie de “justificativa” do projeto.
Apareça sempre, precisamos desse tipo de debate.
13 Abril, 2008 às 10:10 pm |
Olga e Rafa:
Nós também já sabíamos. Mais ainda: estávamos esperando com ansiedade. Esse tipo de crítica honesta é necessária e muito bem-vinda. Afinal, esse espaço serve justamente para fomentar o debate acerca do jornalismo preguiçoso que ronda nossa cidade. É assim que deve funcionar: nós postamos para saber se mais gente pensa da mesma forma que pensamos.
Obrigado por estarem sempre ligados.
14 Abril, 2008 às 12:33 pm |
Estavam esperando com ansiedade? E as minhas postagens que não foram relacionadas às suas postagens, foram relacionadas a quê? À finalidade do projeto e ainda tive o trabalho de sugerir idéias. Mas, bem como a rotina em que o projeto já caiu, esse trabalho tbém me cansou. Eu tbém esperava ansiosa por algo novo e interessante. 1200 visualizações e menos de 50 comentários. Não acredito que seja falta do que falar.
Estou desligando.
14 Abril, 2008 às 1:10 pm |
Olga:
Em momento algum dissemos não achar importantes os comentários. Todos são importantes. Mas o que esperávamos também era a discussão acerca do projeto em si, não só dos jornais.
Agradecemos muito as sua sugestões, lemos e avaliamos todas, e podemos afirmar que estudamos a possibilidade técnica de colocar algumas em funcionamento.
Ademais, os comentários massivos estão sendo feitos em off. A maioria dos comentaristas do blog preferiu utilizar o nosso e-mail como forma de comunicação com a equipe. As sugestões e críticas mandadas por esse viés também são analisadase estudadas. Temos muito a falar, e acredite, é realmente difícil agradar a todos.
Esperamos que não esteja desligando definitivamente. Nós não estamos, e continuaremos a nossa observação da mídia de Araucária.
Agradecemos sua visita. Apareça!