A=B? Terça-feira, Abr 29 2008 

Por Daniel Zanella.

Os Mano Pow, As Mina Pá Sábado, Abr 26 2008 

As páginas policiais dos jornais de Araucária são quase sempre um terreno recheado de bizarrices. A violência exacerbada nos crimes cometidos é deprimente, mas não estou falando exatamente disso. Na verdade, estou me referindo à forma como eles são descritos pelos redatores dos jornais. Na edição dessa sexta-feira, 25 de abril de 2008, do jornal Correio de Araucária, há uma compilação de clichês digna da tradição das coberturas jornalísticas locais. Com o duvidoso intuito de “usar a língua que o povo fala”, o jornal aposta numa série de gírias para aproximar o texto do seu público-alvo. Olha o resultado:

 

 

 

 

 

Por Sandi Luiz Bartnik Godinho.

No Meu Caso, Uma Mulher Quarta-feira, Abr 23 2008 

Crônica anunciada dos dias mais felizes

Não vou negar: tenho coração mole. Nesse acompanhamento diário e “paladino” da imprensa local, acabo, algumas vezes, deixando-me levar pelas emoções e saindo do trilho racional. Por que digo isso? Vou confessar uma coisa ao leitor: de tudo o que já li e reli na vida, todos os livros fascinantes, revistas maravilhosas e jornais íntegros, poucas coisas mereceram tanto espaço no meu coração quanto o artigo “Amor/Paixão/ Carinho”, do colunista (..Dioni..), publicado no jornal O Marco Zero de Araucária, em fevereiro de 2008.

A minha identificação e apego por esse artigo é tanta que forcei todos os meus amigos a conhecerem a obra, compartilhar meus sentimentos e até fiz um quadro pra emoldurar o texto.

Quando iniciamos o Projeto Circo da Imprensa, sabia que em algum momento esses meus amigos (que estão diminuindo a cada atualização do blog) perguntariam da coluna do (..Dioni..) e me sugeririam a publicação na íntegra do tal prodígio da literatura universal, mesmo que fora de época e sem o apelo da novidade e da repercussão. Não resisti e convenci, em prantos, os outros integrantes da equipe da importância da publicação, que tem status suficiente pra integrar os anais da história. A emoção é muita e me faltam palavras pra continuar…

Eis o texto:

 



Fique a gosto para eleger as cinco melhores passagens do texto, comentando aqui ou enviando-nos um e-mail.

 

Por Daniel Zanella,

mas radicalmente aclamado por toda a Equipe Circo da Imprensa.

 

“Chegou Chegando” Sábado, Abr 19 2008 

O Jornal Araucária em Páginas (deve ser essa a grafia correta) já chegou mostrando todo o seu repertório jornalístico. O editorial do periódico, aparentemente incluso no espaço “Colunista do Mes” (sic), cita que o jornal chegou para ser uma voz para cada cidadão e para exigir obras de estrutura.
Referem-se a si próprios como Jornal Campina da Barra e afirmam que é através da “forca da união” que se desenvolve a sociedade.
Assim, como exalta o seu editorial, a equipe do Circo da Imprensa também deseja “longa duração” ao periódico.


Por Daniel Zanella.

Agudos a Menos, Graves a Mais Sábado, Abr 19 2008 

Hoje nos recebemos um jornal que acabou de ser lancado. E o Araucaria em Paginas. Parabens pela iniciativa a toda a equipe do novo periodico.
O veiculo e bom, sim. Ha uma pagina toda dedicada aos horarios de onibus, a secao internacional, um editorial bem religioso (nos moldes da cidade), telefones uteis, espaco do colunista do mes “e etc”. Mas alguns apontamentos sao validos:
E horrivel ler um texto sem acentuacao, como voces estao reparando. A situacao torna-se pior ainda quando a falha nesse quesito e justamente no nome do proprio jornal. Alem do nome do jornal estar gramaticalmente incorreto, nossa cidade tambem mereceu um agudo a menos.

No “Expediente” há alguns esclarecimentos um tanto quanto confusos.
Enumerando:
1. Circulação: Curitiba e região.
2. O Jornal não se responsabiliza por conceitos, idéias ou opiniões expressas em matérias assinadas ou pagas.
3. Estas não condizem com o pensamento do jornal.
4. Mesmo assim, o jornal “às” publica.

Se o nome do Jornal é Araucária em Páginas, por que a circulação é em Curitiba e região e não em Araucária e região?
E por esse português absurdo, o jornal se responsabiliza?

Por Angeline Suellen Pires e
Sandi Luiz Bartnik Godinho.

Da Importância De Uma Legenda Sexta-Feira, Abr 18 2008 

A página 09 d´O Popular do Paraná é reservada ao nonsense, ao curioso, ao inusitado. A sessão Variedades é recheada de piadas bem inocentes, colunistas regionais, curiosidades “sem muita importância” (citação do próprio jornal) e murais com fotos e charges de “humor”. Dentre as muitas variedades da página, já saíram fotos de touros sendo perseguidos em touradas de rua e montagens do filme “Tubarão”, de Steven Spielberg, com um pescador num barquinho, daquele jeito.
Pra quem quer conferir com mais afinco o trabalho desenvolvido na página, pode vasculhar o site que a legenda da sessão Humor informa.


Por Daniel Zanella.

As Baleias Mortas da Patagônia Quarta-feira, Abr 16 2008 

O periódico A Folha de Araucária está em sua edição 256 e em seu ano 21 de publicação. Um excelente caso de longevidade no raivoso e complicado mercado jornalístico local. É também de conhecimento público que o periódico não atravessa uma grande fase e que perdeu espaço e envergadura para jornais mais dinâmicos e antenados com a realidade local.
Reportagens dispersas, coberturas anacrônicas e periodicidade mensal podem ter colaborado para o reduzido espaço de repercussão que A Folha de Araucária exerce. Ou talvez o jornal não tenha ficado pra trás. Pode ser que A Folha esteja à frente de seu tempo e que seus leitores tenham debandado para leituras mais simplistas, planas e pobres, e não compreendam a grandiosidade evidente do mais antigo jornal de Araucária em atividade. Vide o editorial da edição de março.



Vida longa à Folha de Araucária. E salvem as baleias!

Por Daniel Zanella.

Que Bloco É Esse? Terça-feira, Abr 15 2008 

Já vi muita coisa feia em jornal. É comum lermos disparates de toda ordem. No entanto, fiquei realmente estarrecido ao ler mais uma piadinha do jornal “O Marco Zero de Araucária”. Normalmente, quando uma edição nova do referido jornal chega às minhas mãos, eu rio muito. Mas isso não é engraçado, é absolutamente vergonhoso.


Racismo é crime, senhores Genildo e Geraldo Carvalho. Encaminharemos uma cópia da piada às autoridades competentes exigindo uma tomada de atitude. Notificaremos também o Sindicato de Jornalistas do Paraná exigindo retratação por parte da senhora Silvia Valim, jornalista responsável pelo jornal.

Liberdade de Imprensa é isso?

http://www.sindijorpr.org.br/?system=news&action=read&id=967&eid=78
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/11/338367.shtml
http://www.comciencia.br/reportagens/negros/03.shtml

Brincadeiras à parte, isso realmente não teve graça.

Por Sandi Luiz Bartnik Godinho.

A Arte da Enrolação Segunda-feira, Abr 14 2008 

A política é um território fértil das excentricidades e da falta de bom senso. Muitos clichês são repetidos à exaustão no intuito de desviar o foco de questões mais substanciais e levar o eleitor na conversa. A repetição desmedida de argumentos sem fundo lógico, mas carregado de simbolismos, é uma prática ainda comum dos políticos locais.

A matéria “Olizandro garante que vai asfaltar ruas de Guajuvira”, publicada no jornal O Popular do Paraná, na edição dessa sexta-feira, 11 de abril de 2008, ilustra a tese.
A certa altura, surge uma declaração um tanto curiosa do atual prefeito Olizandro José Ferreira: “atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores da região, (estaremos) oferecendo asfalto de qualidade sem cobrar nada pelo benefício”.

Só pode ser um equívoco do prefeito dizer tal disparate. Ele deve bem saber que o Estado é alimentado com os tributos de cada cidadão, inclusive os tributos dele, que a cada mês deve perceber que o próprio salário tem um robusto desconto em folha, fruto da alta carga de impostos. Portanto, o asfalto não é gratuito e não surge da caridade alheia. Também deixa uma estranha margem de raciocínio o enunciado: é necessário dizer que não será cobrado nada pelo asfalto? Exceto via impostos, em que outros casos é cobrado?

Também o periódico, conhecedor da “arte da enrolação” de nossos políticos, poderia colaborar e não publicar trechos redundantes como “Olizandro se comprometeu a realizar uma licitação para realizar as obras solicitadas”.



Como diriam os mais empolgados, é muita realização.

Por Daniel Zanella.

Devagar, devagarinho… Domingo, Abr 13 2008 

Depois de uma semana e meia da inauguração do blog, os resultados começaram a aparecer. Não me refiro as crescentes visitas que recebemos todos os dias e aos comentários gratificantes e atentos, mas sim a um jornal! Isso mesmo, um jornal citado aqui pensou melhor e mudou uma coisinha. Como é óbvio, lemos não só os jornais, mas os sites dos jornais também. Há poucos dias, cliquei num dos meus links da aba “Favoritos”: www.omarcozero.com.br. Qual não foi o meu descontentamento ao encontrar a mensagem “Página em Manutenção”. Porém, tive uma agradável surpresa quando eles voltaram ao ar. Eu havia citado um errinho bem simples, desses que a gente nem nota, na minha postagem intitulada “Suaves Deslizes”, em que havia aquela piada do “anãozinho que estavo no metro…” e assim por diante. Citei, além dos deslizes da piada, um problema com o nome da coluna, “Rindo A Toa” (sic). Gentilmente dei ao pessoal do Marco Zero uma dica: rindo à toa tem crase. Pois a minha agradável surpresa foi ver que essa dica deu frutos. Olha só a imagem da coluna no site:

Pena que já na página inicial, o link para a citada coluna ainda não recebeu a acentuação. Na verdade, nenhum link de coluna nenhuma recebeu.

Mas já é um começo.

Por Sandi Luiz Bartnik Godinho.

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